Os Embaixadores de Babilônia


Dia 113 - Monday, 22 de April de 2024
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  • 2 Crônicas 29-32

2 Crônicas 29

Ouça o áudio do capítulo:

1 Tinha Ezequias vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abia, filha de Zacarias.

2 E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme a tudo quanto fizera Davi, seu pai.

3 Ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do Senhor, e as reparou.

4 E trouxe os sacerdotes, e os levitas, e ajuntou-os na praça oriental,

5 E lhes disse: Ouvi-me, ó levitas, santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor Deus de vossos pais, e tirai do santuário a imundícia.

6 Porque nossos pais transgrediram, e fizeram o que era mau aos olhos do Senhor nosso Deus, e o deixaram, e desviaram os seus rostos do tabernáculo do Senhor, e lhe deram as costas.

7 Também fecharam as portas do alpendre, e apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santuário ao Deus de Israel.

8 Por isso veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à perturbação, à assolação, e ao escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos.

9 Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres; por isso estiveram em cativeiro.

10 Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o Senhor Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.

11 Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso.

12 Então se levantaram os levitas, Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias, dos filhos dos coatitas; e dos filhos de Merari, Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; e dos gersonitas, Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá;

13 E dentre os filhos de Elisafã, Sinri e Jeuel; dentre os filhos de Asafe, Zacarias e Matanias;

14 E dentre os filhos de Hemam, Jeuel e Simei; e dentre os filhos de Jedutum, Semaías e Uziel.

15 E ajuntaram a seus irmãos, e santificaram-se e vieram conforme ao mandado do rei, pelas palavras do Senhor, para purificarem a casa do Senhor.

16 E os sacerdotes entraram na casa do Senhor, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da casa do Senhor, toda a imundícia que acharam no templo do Senhor; e os levitas a tomaram, para a levarem para fora, ao ribeiro de Cedrom.

17 Começaram, pois, a santificar no primeiro dia, do primeiro mês; e ao oitavo dia do mês vieram ao alpendre do Senhor, e santificaram a casa do Senhor em oito dias; e no dia décimo sexto do primeiro mês acabaram.

18 Então foram ter com o rei Ezequias, e disseram: Já purificamos toda a casa do Senhor, como também o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a mesa da proposição com todos os seus utensílios.

19 Também todos os objetos que o rei Acaz no seu reinado lançou fora, na sua transgressão, já preparamos e santificamos; e eis que estão diante do altar do Senhor.

20 Então o rei Ezequias se levantou de madrugada, e reuniu os líderes da cidade, e subiu à casa do Senhor.

21 E trouxeram sete novilhos e sete carneiros, e sete cordeiros e sete bodes, para sacrifício pelo pecado, pelo reino, e pelo santuário, e por Judá, e disse aos filhos de Arão, os sacerdotes, que os oferecessem sobre o altar do Senhor.

22 E eles mataram os bois, e os sacerdotes tomaram o sangue e o espargiram sobre o altar; também mataram os carneiros, e espargiram o sangue sobre o altar; semelhantemente mataram os cordeiros, e espargiram o sangue sobre o altar.

23 Então trouxeram os bodes para sacrifício pelo pecado, perante o rei e a congregação, e lhes impuseram as suas mãos.

24 E os sacerdotes os mataram, e com o seu sangue fizeram expiação do pecado sobre o altar, para reconciliar a todo o Israel; porque o rei tinha ordenado que se fizesse aquele holocausto e sacrifício pelo pecado, por todo o Israel.

25 E pôs os levitas na casa do Senhor com címbalos, com saltérios, e com harpas, conforme ao mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por mão de seus profetas.

26 Estavam, pois, os levitas em pé com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes com as trombetas.

27 E Ezequias deu ordem que oferecessem o holocausto sobre o altar; e ao tempo em que começou o holocausto, começou também o canto do Senhor, com as trombetas e com os instrumentos de Davi, rei de Israel.

28 E toda a congregação se prostrou, quando entoavam o canto, e as trombetas eram tocadas; tudo isto até o holocausto se acabar.

29 E acabando de o oferecer, o rei e todos quantos com ele se achavam se prostraram e adoraram.

30 Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram.

31 E respondeu Ezequias, dizendo: Agora vos consagrastes a vós mesmos ao Senhor; chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas de louvor à casa do Senhor. E a congregação trouxe sacrifícios e ofertas de louvor, e todos os dispostos de coração trouxeram holocaustos.

32 E o número dos holocaustos, que a congregação trouxe, foi de setenta bois, cem carneiros, duzentos cordeiros; tudo isto em holocausto para o Senhor.

33 Houve, também, de coisas consagradas, seiscentos bois e três mil ovelhas.

34 Eram, porém, os sacerdotes mui poucos, e não podiam esfolar a todos os holocaustos; pelo que seus irmãos os levitas os ajudaram, até a obra se acabar, e até que os outros sacerdotes se santificaram; porque os levitas foram mais retos de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.

35 E houve também holocaustos em abundância, com a gordura das ofertas pacíficas, e com as ofertas de libação para os holocaustos. Assim se restabeleceu o ministério da casa do Senhor.

36 E Ezequias, e todo o povo se alegraram, por causa daquilo que Deus tinha preparado para o povo; porque apressuradamente se fez esta obra.

2 Crônicas 30

Ouça o áudio do capítulo:

1 Depois disto Ezequias enviou mensageiros por todo o Israel e Judá, e escreveu também cartas a Efraim e a Manassés para que viessem à casa do SENHOR em Jerusalém, para celebrarem a páscoa ao SENHOR Deus de Israel.

2 Porque o rei tivera conselho com os seus príncipes, e com toda a congregação em Jerusalém, para celebrarem a páscoa no segundo mês.

3 Porquanto não a puderam celebrar no tempo próprio, porque não se tinham santificado sacerdotes em número suficiente, e o povo não se tinha ajuntado em Jerusalém.

4 E isto pareceu bem aos olhos do rei, e de toda a congregação.

5 E ordenaram que se fizesse passar pregão por todo o Israel, desde Berseba até Dã, para que viessem a celebrar a páscoa ao Senhor Deus de Israel, em Jerusalém; porque muitos não a tinham celebrado como estava escrito.

6 Foram, pois, os correios com as cartas, do rei e dos seus príncipes, por todo o Israel e Judá, segundo o mandado do rei, dizendo: Filhos de Israel, convertei-vos ao Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel; para que ele se volte para o restante de vós que escapou da mão dos reis da Assíria.

7 E não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que transgrediram contra o Senhor Deus de seus pais, pelo que os entregou à desolação como vedes.

8 Não endureçais agora a vossa cerviz, como vossos pais; dai a mão ao Senhor, e vinde ao seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao Senhor vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós.

9 Porque, em vos convertendo ao Senhor, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o Senhor vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele.

10 E os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles.

11 Todavia alguns de Aser, e de Manassés, e de Zebulom, se humilharam, e vieram a Jerusalém.

12 E a mão de Deus esteve com Judá, dando-lhes um só coração, para fazerem o mandado do rei e dos príncipes, conforme a palavra do Senhor.

13 E ajuntou-se em Jerusalém muito povo, para celebrar a festa dos pães ázimos, no segundo mês; uma congregação mui grande.

14 E levantaram-se, e tiraram os altares que havia em Jerusalém; também tiraram todos os altares de incenso, e os lançaram no ribeiro de Cedrom.

15 Então sacrificaram a páscoa no dia décimo quarto do segundo mês; e os sacerdotes e levitas se envergonharam e se santificaram e trouxeram holocaustos à casa do Senhor.

16 E puseram-se no seu posto, segundo o seu costume, conforme a lei de Moisés, o homem de Deus; e os sacerdotes espargiam o sangue, tomando-o da mão dos levitas.

17 Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado; pelo que os levitas tinham o encargo de matarem os cordeiros da páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao Senhor.

18 Porque uma multidão do povo, muitos de Efraim e Manassés, Issacar e Zebulom, não se tinham purificado, e contudo comeram a páscoa, não como está escrito; porém Ezequias orou por eles, dizendo: O Senhor, que é bom, perdoa todo aquele

19 Que tem preparado o seu coração para buscar ao Senhor Deus, o Deus de seus pais, ainda que não esteja purificado segundo a purificação do santuário.

20 E ouviu o Senhor a Ezequias, e sarou o povo.

21 E os filhos de Israel, que se acharam em Jerusalém, celebraram a festa dos pães ázimos sete dias com grande alegria; e os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com estrondosos instrumentos ao Senhor.

22 E Ezequias falou benignamente a todos os levitas, que tinham bom entendimento no conhecimento do Senhor; e comeram as ofertas da solenidade por sete dias, oferecendo ofertas pacíficas, e louvando ao Senhor Deus de seus pais.

23 E, tendo toda a congregação conselho para celebrarem outros sete dias, celebraram ainda sete dias com alegria.

24 Porque Ezequias, rei de Judá, ofereceu à congregação mil novilhos e sete mil ovelhas; e os príncipes ofereceram à congregação mil novilhos e dez mil ovelhas; e os sacerdotes se santificaram em grande número.

25 E alegraram-se, toda a congregação de Judá, e os sacerdotes, e os levitas, toda a congregação de todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros que vieram da terra de Israel e os que habitavam em Judá.

26 E houve grande alegria em Jerusalém; porque desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, tal não houve em Jerusalém.

27 Então os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida; porque a sua oração chegou até à santa habitação de Deus, até aos céus.

2 Crônicas 31

Ouça o áudio do capítulo:

1 E acabando tudo isto, todos os israelitas que ali se achavam saíram às cidades de Judá e quebraram as estátuas, cortaram os bosques, e derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até que tudo destruíram; então tornaram todos os filhos de Israel, cada um para sua possessão, para as cidades deles.

2 E estabeleceu Ezequias as turmas dos sacerdotes e levitas, segundo as suas turmas, a cada um segundo o seu ministério; aos sacerdotes e levitas para o holocausto e para as ofertas pacíficas, para ministrarem, louvarem, e cantarem, às portas dos arraiais do Senhor.

3 Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos; para os holocaustos da manhã e da tarde, e para os holocaustos dos sábados, e das luas novas, e das solenidades; como está escrito na lei do Senhor.

4 E ordenou ao povo, que morava em Jerusalém, que desse a parte dos sacerdotes e levitas, para que eles pudessem se dedicar à lei do Senhor.

5 E, depois que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, mosto, azeite, mel, e de todo o produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância.

6 E os filhos de Israel e de Judá, que habitavam nas cidades de Judá, também trouxeram dízimos dos bois e das ovelhas, e dízimos das coisas dedicadas que foram consagradas ao Senhor seu Deus; e fizeram muitos montões.

7 No terceiro mês começaram a fazer os primeiros montões; e no sétimo mês acabaram.

8 Vindo, pois, Ezequias e os príncipes, e vendo aqueles montões, bendisseram ao Senhor e ao seu povo Israel.

9 E perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões.

10 E Azarias, o sumo sacerdote da casa de Zadoque, lhe respondeu, dizendo: Desde que se começou a trazer estas ofertas à casa do Senhor, temos comido e temos fartado, e ainda sobejou em abundância; porque o Senhor abençoou ao seu povo, e sobejou esta abastança.

11 Então ordenou Ezequias que se preparassem câmaras na casa do Senhor, e as prepararam.

12 Ali recolheram fielmente as ofertas, e os dízimos, e as coisas consagradas; e tinham cargo disto Conanias, o levita principal, e Simei, seu irmão, o segundo.

13 E Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate, e Benaia, eram superintendentes sob a direção de Conanias e Simei, seu irmão, por mandado do rei Ezequias, e de Azarias, líder da casa de Deus.

14 E Coré, filho de Imna, o levita, porteiro do lado do oriente, estava encarregado das ofertas voluntárias que se faziam a Deus, para distribuir as ofertas alçadas do Senhor e as coisas santíssimas.

15 E debaixo das suas ordens estavam Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias, nas cidades dos sacerdotes, para distribuírem com fidelidade a seus irmãos, segundo as suas turmas, tanto aos pequenos como aos grandes;

16 Exceto os que estavam contados pelas genealogias dos homens, da idade de três anos para cima, a todos os que entravam na casa do Senhor, para a obra de cada dia no seu dia, pelo seu ministério nas suas guardas, segundo as suas turmas.

17 Quanto ao registro dos sacerdotes foi ele feito segundo as suas famílias, e o dos levitas, da idade de vinte anos para cima, foi feito segundo as suas guardas nas suas turmas;

18 Como também conforme às genealogias, com todas as suas crianças, suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, por toda a congregação. Porque com fidelidade estes se santificavam nas coisas consagradas.

19 Também dentre os filhos de Arão, os sacerdotes, que estavam nos campos dos arrabaldes das suas cidades, em cada cidade, havia homens que foram designados pelos seus nomes para distribuírem as porções a todo o homem entre os sacerdotes e a todos os que estavam contados entre os levitas.

20 E assim fez Ezequias em todo o Judá; e fez o que era bom, e reto, e verdadeiro, perante o Senhor seu Deus.

21 E toda a obra que começou no serviço da casa de Deus, e na lei, e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, ele a fez de todo o seu coração, e prosperou.

2 Crônicas 32

Ouça o áudio do capítulo:

1 Depois destas coisas e desta verdade, veio Senaqueribe, rei da Assíria, e entrou em Judá, e acampou-se contra as cidades fortificadas, e intentou apoderar-se delas.

2 Vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha, e que estava resolvido contra Jerusalém,

3 Teve conselho com os seus príncipes e os seus homens valentes, para que se tapassem as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram.

4 Assim muito povo se ajuntou, e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que se estendia pelo meio da terra, dizendo: Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas?

5 E ele se animou, e edificou todo o muro quebrado até às torres, e levantou o outro muro por fora; e fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos em abundância.

6 E pôs capitàes de guerra sobre o povo, e reuniu-os na praça da porta da cidade, e falou-lhes ao coração, dizendo:

7 Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele.

8 Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá.

9 Depois disto Senaqueribe, rei da Assíria, enviou os seus servos a Jerusalém (ele porém estava diante de Laquis, com todas as suas forças), a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo:

10 Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar em Jerusalém?

11 Porventura não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor nosso Deus nos livrará das mãos do rei da Assíria?

12 Não é Ezequias o mesmo que tirou os seus altos e os seus altares, e falou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante de um único altar vos prostrareis, e sobre ele queimareis incenso?

13 Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos das terras? Porventura puderam de qualquer maneira os deuses das nações daquelas terras livrar o seu país da minha mão?

14 Qual é, de todos os deuses daquelas nações que meus pais destruíram, o que pôde livrar o seu povo da minha mão, para que vosso Deus vos possa livrar da minha mão?

15 Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos incite assim, nem lhe deis crédito; porque nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum, pôde livrar o seu povo da minha mão, nem da mão de meus pais; quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus da minha mão?

16 Também seus servos falaram ainda mais contra o Senhor Deus, e contra Ezequias, o seu servo.

17 Escreveu também cartas, para blasfemar do Senhor Deus de Israel, e para falar contra ele, dizendo: Assim como os deuses das nações das terras não livraram o seu povo da minha mão, assim também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo da minha mão.

18 E clamaram em alta voz em judaico contra o povo de Jerusalém, que estava em cima do muro, para os atemorizar e os perturbar, para que tomassem a cidade.

19 E falaram do Deus de Jerusalém, como dos deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens.

20 Porém o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amós, oraram contra isso, e clamaram ao céu.

21 Então o Senhor enviou um anjo que destruiu a todos os homens valentes, e os líderes, e os capitàes no arraial do rei da Assíria; e envergonhado voltou à sua terra; e, entrando na casa de seu deus, alguns dos seus próprios filhos, o mataram ali à espada.

22 Assim livrou o Senhor a Ezequias, e aos moradores de Jerusalém, da mão de Senaqueribe, rei da Assíria, e da mão de todos; e de todos os lados os guiou.

23 E muitos traziam a Jerusalém presentes ao Senhor, e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que depois disto foi exaltado perante os olhos de todas as nações.

24 Naqueles dias Ezequias adoeceu mortalmente; e orou ao Senhor, o qual lhe falou, e lhe deu um sinal.

25 Mas não correspondeu Ezequias ao benefício que lhe fora feito; porque o seu coração se exaltou; por isso veio grande ira sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém.

26 Ezequias, porém, se humilhou pela exaltação do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a grande ira do Senhor não veio sobre eles, nos dias de Ezequias.

27 E teve Ezequias riquezas e glória em grande abundância; proveu-se de tesouraria para prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos, e toda a espécie de objetos desejáveis.

28 Também de armazéns para a colheita do trigo, e do vinho, e do azeite; e de estrebarias para toda a espécie de animais e de currais para os rebanhos.

29 Edificou também cidades, e possuiu ovelhas e vacas em abundância; porque Deus lhe tinha dado muitíssimas possessões.

30 Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom, e as fez correr por baixo para o ocidente da cidade de Davi; porque Ezequias prosperou em todas as suas obras.

31 Contudo, no tocante aos embaixadores dos príncipes de babilônia, que foram enviados a ele, a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração.

32 Quanto aos demais atos de Ezequias, e as suas boas obras, eis que estão escritos na visão do profeta Isaías, filho de Amós, e no livro dos reis de Judá e de Israel.

33 E dormiu Ezequias com seus pais, e o sepultaram no mais alto dos sepulcros dos filhos de Davi; e todo o Judá e os habitantes de Jerusalém lhe fizeram honras na sua morte; e Manassés, seu filho, reinou em seu lugar.

Profetas e Reis

Os Embaixadores de Babilônia

Ouça o áudio do capítulo:

Em meio ao seu próspero reinado, o rei Ezequias foi subitamente acometido de fatal enfermidade. Enfermo “de morte”, seu caso estava além do poder do auxílio humano. E o último vestígio de esperança pareceu removido, quando o profeta Isaías surgiu perante ele com a mensagem: “Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás”. Isaías 38:1. PR 175.1

A perspectiva parecia extremamente ruim; contudo o rei podia ainda orar Àquele que até ali havia sido o seu “refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”. Salmos 46:1. E assim ele “virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor, dizendo: Ah, Senhor Sê servido de Te lembrar de que andei diante de Ti em verdade, e com o coração perfeito, e fiz o que era reto aos Teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo”. 2 Reis 20:2, 3. PR 175.2

Desde os dias de Davi, não havia reinado rei que atuasse tão poderosamente para o reerguimento do reino de Deus num tempo de apostasia e desencorajamento como o fizera Ezequias. O agonizante rei havia servido ao seu Deus fielmente, e tinha fortalecido a confiança do povo em Jeová como seu Supremo Senhor. E, como Davi, podia agora suplicar: PR 175.3

“Chegue a minha oração perante a Tua face, inclina os Teus ouvidos ao meu clamor; porque a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima da sepultura”. Salmos 88:2, 3. PR 175.4

“Pois Tu és a minha esperança, Senhor Deus; Tu és a minha confiança desde a minha mocidade. Por Ti tenho sido sustentado.” “Não me rejeites no tempo da velhice.” PR 175.5

“Ó Deus, não Te alongues de mim; Meu Deus, apressa-Te em ajudar-me.” “Não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a Tua força a esta geração, e o Teu poder a todos os vindouros”. Salmos 71:5, 6, 9, 12, 18. PR 175.6

Aquele cujas “misericórdias não têm fim” (Lamentações 3:22), ouviu a oração de Seu servo. “Sucedeu, pois, que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: Volta e dize a Ezequias, chefe do Meu povo: Assim diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que Eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do Senhor. E acrescentarei aos teus dias quinze anos; e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade, e ampararei esta cidade por amor de Mim, e por amor de Davi, Meu servo”. 2 Reis 20:4-6. PR 175.7

Jubiloso, o profeta voltou com as palavras de certeza e esperança. Ordenando que uma pasta de figos fosse posta sobre a parte enferma, Isaías entregou ao rei a mensagem de misericórdia, proteção e cuidado de Deus. PR 176.1

Como Moisés na terra de Midiã, como Gideão na presença do mensageiro celestial, como Eliseu momentos antes da ascensão de seu senhor, Ezequias pediu algum sinal de que a mensagem era do Céu. “Qual é o sinal”, indagou, “de que o Senhor me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do Senhor?” PR 176.2

“Isto te será sinal da parte do Senhor”, o profeta respondeu, “de que o Senhor cumprirá a palavra que disse: adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás?” “É fácil”, disse Ezequias, “que a sombra decline dez graus; não, mas volte a sombra dez graus atrás”. PR 176.3

Unicamente por interposição direta de Deus poderia a sombra no quadrante solar voltar atrás dez graus; e isto devia ser sinal a Ezequias de que o Senhor tinha ouvido sua oração. Concordando, “o profeta Isaías clamou ao Senhor; e fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que já tinha declinado no relógio de sol de Acaz”. 2 Reis 20:8-11. PR 176.4

Restaurada a sua antiga força, o rei de Judá reconheceu em palavras de cântico as misericórdias de Jeová, e fez um voto de despender os restantes dias de sua vida em voluntário serviço ao Rei dos reis. Seu grato reconhecimento do compassivo trato de Deus para com ele é uma inspiração a todo que desejar gastar seus anos para a glória do seu Criador: PR 176.5

“Eu disse: Na tranqüilidade de meus dias, ir-me-ei às portas da sepultura; já estou privado do resto dos meus anos. Eu disse: Já não verei mais o Senhor na terra dos viventes; jamais verei o homem com os moradores do mundo. O tempo da minha vida se foi, e foi removido de mim, como choça de pastor; Cortei como tecelão a minha vida: Como que do tear me cortará; desde a manhã até à noite me acabarás. PR 176.6

Eu sosseguei até à madrugada; como um leão quebrou todos os meus ossos; desde a manhã até à noite me acabarás. Como o grou, ou andorinha, assim eu chilreava, e gemia como a pomba; alçava os meus olhos ao alto: Ó Senhor, ando oprimido fica por meu fiador. Que direi? PR 176.7

Como mo prometeu, Assim o fez; assim passarei mansamente por todos os meus anos; na amargura de minha alma. Ó Senhor, com estas coisas se vive, e em todas elas está a vida do meu espírito; portanto, cura-me e faze-me viver. Eis que para minha paz, eu estive em grande amargura; Tu porém tão amorosamente abraçaste a minha alma, que não caiu na cova da corrupção; porque lançaste para trás das Tuas costas todos os meus pecados. Porque não pode louvar-Te a sepultura, nem a morte glorificar-Te; Nem esperarão em Tua verdade os que descem à cova. PR 176.8

Os vivos, os vivos, esses Te louvarão como eu hoje faço; o pai aos filhos fará notória a Tua verdade. O Senhor veio salvar-me; pelo que, tangendo eu meus instrumentos, nós O louvaremos todos os dias de nossa vida na casa do Senhor”. Isaías 38:10-20. PR 177.1

Nos férteis vales do Tigre e do Eufrates habitava um antigo povo que, embora nesse tempo estivesse sujeita à Assíria, estava destinada a governar o mundo. Havia entre o seu povo homens sábios que davam muita atenção ao estudo da astronomia; e quando notaram que a sombra do quadrante solar havia regredido dez graus, ficaram grandemente maravilhados. Seu rei, Merodaque-Baladã, tendo sido informado de que este milagre se realizara como um sinal ao rei de Judá de que o Deus do Céu lhe havia assegurado nova etapa de vida, enviou embaixadores a Ezequias a fim de com ele se congratular por seu restabelecimento, e se informar, se possível, mais a respeito do Deus que realizava tão grande maravilha. PR 177.2

A visita desses mensageiros do governante de tão distante terra dava a Ezequias a oportunidade de celebrar o Deus vivo. Quão fácil lhe teria sido falar-lhes de Deus, o sustentador de todas as coisas criadas, por cujo favor sua própria vida tinha sido poupada, quando todas as outras esperanças haviam desaparecido Que momentosas transformações poderiam ter ocorrido, caso esses pesquisadores da verdade, vindos das planícies da Caldéia, fossem levados ao conhecimento da suprema soberania do Deus vivo PR 177.3

Mas o orgulho e a vaidade tomaram posse do coração de Ezequias, e em exaltação própria expôs aos olhos cobiçosos os tesouros com que Deus havia enriquecido o Seu povo. O rei “lhes mostrou a casa do seu tesouro, a prata e o ouro, e as especiarias, e os melhores ungüentos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achava nos seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias lhes não mostrasse”. Isaías 39:2. Não foi para glorificar a Deus que ele assim procedeu, mas para exaltar-se aos olhos dos príncipes estrangeiros. Ele não se deteve na consideração de que esses homens eram representantes de uma poderosa nação que não tinha o temor nem o amor de Deus no coração, e que era uma imprudência fazê-los seus confidentes quanto às riquezas da nação. PR 177.4

A visita dos embaixadores a Ezequias foi um teste de sua gratidão e devoção. O relato diz: “Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que foram enviados a ele, a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração”. 2 Crônicas 32:31. Tivesse aproveitado a oportunidade que lhe era dada de testemunhar do poder, bondade e compaixão do Deus de Israel, o relatório dos embaixadores teria sido como luz espancando as trevas. Mas ele se engrandeceu a si mesmo acima do Senhor dos Exércitos. “Mas não correspondeu Ezequias ao benefício que se lhe fez, porque o seu coração se exaltou”. 2 Crônicas 32:25. PR 177.5

Quão desastrosos os resultados que se deviam seguir. A Isaías foi revelado que os embaixadores que se retiravam estavam levando consigo um relato das riquezas que tinham visto, e que o rei de Babilônia e seus conselheiros planejariam enriquecer seu próprio país com os tesouros de Jerusalém. Ezequias havia pecado gravemente; “pelo que veio grande indignação sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém”. 2 Crônicas 32:25. PR 178.1

“Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e lhe disse: Que foi que aqueles homens disseram, e donde vieram a ti? E disse Ezequias: De uma terra remota vieram a mim, de Babilônia. E disse ele: Que foi que viram em tua casa? E disse Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há nos meus tesouros, que eu deixasse de lhes mostrar. PR 178.2

“Então disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do Senhor dos Exércitos: Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o Senhor. E dos teus filhos, que procederem de ti, e tu gerares, tomarão, para que sejam eunucos no palácio do rei de Babilônia. PR 178.3

“Então disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do Senhor que disseste”. Isaías 39:3-8. PR 178.4

Tomado de remorso, Ezequias se “humilhou pela soberba do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a grande indignação do Senhor não veio sobre eles, nos dias de Ezequias”. 2 Crônicas 32:26. Mas a má semente havia sido semeada, e no devido tempo iria produzir uma colheita de desolação e ais. Durante os seus anos restantes, o rei de Judá teria muita prosperidade em virtude do seu firme propósito de redimir o passado e levar honra ao nome do Deus a quem servia; não obstante sua fé seria severamente provada, e ele devia aprender que unicamente pela confiança posta inteiramente em Jeová poderia esperar triunfar sobre os poderes das trevas que estavam tramando sua ruína e a total destruição do seu povo. PR 178.5

A história da falta de Ezequias em se provar fiel a sua missão ao tempo da visita dos embaixadores, está pejada de importantes lições para todos. Necessitamos, muito mais do que o fazemos, falar dos preciosos capítulos em nossa experiência, sobre a misericórdia e amorável bondade de Deus, as incomparáveis profundezas do amor do Salvador. Quando a mente e o coração estão cheios do amor de Deus, não será difícil partilhar aquilo que faz parte da vida espiritual. Grandes pensamentos, nobres aspirações, clara percepção da verdade, propósitos altruístas, anelos de piedade e santidade, encontrarão expressão em palavras que revelem a qualidade dos tesouros do coração. PR 178.6

Aqueles com quem nos associamos dia a dia necessitam de nosso auxílio, nossa orientação. Eles podem encontrar-se em tal condição de mente que uma palavra dita a tempo será como um prego encravado no lugar certo. Amanhã algumas dessas almas poderão estar onde nunca mais as alcançaremos outra vez. Qual é nossa influência sobre esses companheiros de jornada? PR 178.7

Cada dia de nossa vida está carregado de responsabilidades que nós temos de enfrentar. Cada dia nossas palavras e atos estão fazendo impressão sobre aqueles com quem nos associamos. Quão grande é a necessidade que temos de pôr uma guarda em nossos lábios e vigiar cuidadosamente nossos passos. Um gesto desavisado, um passo imprudente e poderão surgir ondas de alguma forte tentação que podem levar uma alma para o sorvedouro. Não podemos arrancar os pensamentos que houverem sido plantados nas mentes humanas. Se foram maus, poderemos ter posto em movimento uma seqüência de circunstâncias, uma avalanche de males, que não seremos capazes de deter. PR 179.1

Por outro lado, se por nosso exemplo ajudamos a outros no desenvolvimento de bons princípios, damos-lhes capacidade para fazer o bem. Por seu turno eles exercem a mesma benéfica influência sobre outros. Assim centenas e milhares são ajudados pela nossa influência por nós despercebida. O verdadeiro seguidor de Cristo fortalece os bons propósitos de todos aqueles com quem entra em contato. Diante de um mundo incrédulo e amante do pecado, ele revela o poder da graça de Deus e a perfeição do Seu caráter. PR 179.2

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